07Mai/18

Anunciantes: o que muda no Facebook após o escândalo da Cambridge Analytica

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Nos últimos meses, o Facebook se viu em meio a uma polêmica envolvendo o uso indevido de dados de seus usuários. O assunto foi tão sério que a empresa foi obrigada a mudar a política de privacidade da rede social e a mexer na maneira como os usuários irão compartilhar seus dados daqui para frente.

Para você entender um pouco melhor, no começo deste ano, um ex-funcionário da Cambridge Analytica, uma agência britânica de dados políticos, denunciou um esquema que usou informações coletadas do Facebook para influenciar as eleições norte-americanas de 2017.

Essa história começou lá em 2014, quando um professor da Universidade de Cambridge, Aleksandr Kogan, sob o pretexto de estar fazendo uma pesquisa, criou um teste de personalidade bem simples, daqueles que aparecem de vez em quando na sua timeline. As perguntas envolviam informações como idade, gostos e localização, que o usuário aceitava responder logo no início.

O problema é que essas cerca de 270 mil pessoas que responderam ao quiz também acabaram dando acesso, sem que elas soubessem, aos dados de todos os seus amigos, o que não consta na política de privacidade do site.

Em 2015, esse professor vendeu esses dados para a Cambridge Analytica, que, por meio de um algoritmo, traçava vínculos entre um monte variáveis, como religião, hobbies, gênero e, claro, opinião política. A partir dos resultados, eles enviavam mensagens e notícias que pudessem influenciar essas pessoas a votarem no então candidato à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump.

Consequências para o Facebook

A grande polêmica, que inclusive o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, defendeu na última semana no Senado norte-americano, é que a empresa sempre liberou dados dos usuários para que fossem utilizados em pesquisas acadêmicas, como era supostamente o objetivo de Aleksandr Kogan. Zuckerberg defendeu que o uso indevido das informações aconteceu fora dos domínios do Facebook, e que a empresa não poderia ser responsabilizada por isso.

Acontece que, para muita gente, inclusive o governo norte-americano, a rede social foi negligente ao permitir que o quiz acessasse dados dos amigos dos usuários, que nunca clicaram no link e, por isso, nunca permitiram que suas informações ficassem disponíveis para o pesquisador.

E o que muda para os anunciantes?

Para começar a remediar toda essa polêmica, a primeira medida do Facebook foi facilitar o acesso às configurações de privacidade que permitem ao usuário bloquear os seus dados de serem usados por empresas anunciantes.

Entre outras coisas, a rede social incluiu no menu de Atalhos de Privacidade uma verificação de três passos para você decidir quem pode ver certas informações do seu perfil, como a sua idade, o seu trabalho e a sua cidade natal.

Com isso, é possível blindar melhor a sua conta de ser rastreada pelos algoritmos dos anúncios, o que, em contrapartida, é um revés para os anunciantes, cujas publicações não irão mais alcançar com tanta precisão o seu público-alvo.

O Facebook ainda não anunciou mudanças efetivas na política de anúncios, como as do começo do ano que passaram a dar preferência para as publicações de amigos e familiares e notícias locais em vez de postagens pagas. No entanto, a expectativa é que, com o desenrolar do caso da Cambridge Analytica, a empresa precise revisar o modo como essas publicações pagas acabam chegando a cada usuário, justamente para evitar o uso indevido das informações coletadas mesmo com permissão. Portanto, mudanças devem vir por aí em pouco tempo, vale a pena ficar de olho nas novidades para calibrar sua verba e ajustar a segmentação da campanha.

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