De acordo com o Levantamento Setorial realizado pela ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) e o Seta (Sindicato das Empresas de TV por Assinatura), o faturamento bruto da indústria de TV por assinatura foi de R$ 2,54 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Este valor, que inclui publicidade, representa uma queda de 1,2% em relação ao trimestre anterior, cujo faturamento foi de R$ 2,57 bilhões. Porém, em comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 27% (R$ 2 bilhões).
A programação é responsável pelo maior share do faturamento das empresas: 55%. O restante fica divido entre banda larga (33%); adesão (2%) e pay-per-view (1%). Já revista, serviços de assistência técnica, redes corporativas e publicidade local dão conta de 9%.
A base total de assinantes de TV paga cresceu 17,6% em relação ao mesmo período de 2008, chegando a 6,35 milhões de domicílios em todo o Brasil. Segundo Alexandre Annenberg, presidente da ABTA e Seta, este crescimento deve-se não somente ao aumento do poder aquisitivo da classe C como também do recurso de alta definição, que atraiu a classe A.
Também houve um aumento de 7% no número de assinantes de internet banda larga no primeiro trimestre em comparação com o anterior, atingindo o número de 2,78 milhões de usuários. Em relação ao mesmo período de 2008, o aumento registrado foi de 43%. Ainda segundo Annenberg, a banda larga assumiu a posição de produto essencial para o consumidor, e este crescimento vem acoplado à TV paga.
O setor registrou ainda cerca de 17 mil empregos diretos, um aumento de 16,3% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.