20Ago/19

Tendências para o varejo de moda ajudam a balizar novas campanhas

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A moda é um setor bastante importante para a economia de diversos países desenvolvidos, e vem crescendo progressivamente também no Brasil. Dados da Associação Brasileira de Indústria Têxtil (Abit) mostram, por exemplo, que o faturamento da cadeia de tecidos e confecções atingiu US$ 51,58 bilhões em 2017.

São 27,5 mil empresas formais em todo o país dentro desse setor, que produzem em média 8,9 bilhões de peças e 1,3 milhão de toneladas de tecidos. Ele também representa 16,7% dos empregos da indústria de transformação, perdendo apenas para alimentos e bebidas juntos, sendo o 2º maior gerador do primeiro emprego. O país, que abriga uma das semanas de moda mais famosas do mundo, o São Paulo Fashion Week, conta com mais de 100 escolas e faculdades com essa especialidade.

Dentro de todo esse cenário amplo existe um segmento fundamental para todo esse sucesso: o varejo. O IEMI – Inteligência de Mercado apontou que a expectativa de crescimento para vestuário em 2019 é de 2,6% em peças e 4,2% em valores nominais quando comparados ao ano passado. Apesar de indicar resultados promissores, é preciso atenção. Isso porque essa é uma parte sensível dentro da cadeia da moda, que sente todas as oscilações da economia – refletindo mais tarde em todo restante do ciclo.

A explicação é simples: em momentos de crise, o consumidor acaba cortando gastos que considera supérfluos. Nessa lista, o que não é prioridade acaba sendo “riscado”, e entre esses itens está a compra de roupas novas.

Com um mercado tão dinâmico, sujeito a estagnação e crescimento constantes, quem faz parte dele precisa estar atento ao que acontece para conseguir acompanhar esses altos e baixos, criando estratégias para se adaptar a toda essa turbulência.

Campanhas para o varejo de moda

O primeiro passo para conseguir manter as vendas aquecidas em qualquer época do ano é conhecer bem o público-alvo, pois só assim poderão ser definidas formas eficazes de atingi-lo. Isso que irá dizer como deve ser a política de preços, qual o mix de produtos necessários e também como devem ser as campanhas de marketing, por exemplo.

Mas também é essencial estar atento ao futuro, acompanhando as tendências para esse segmento. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lançou recentemente um estudo com prospecções para o varejo de moda, que mostra o que estará em alta nos próximos anos. Veja alguns dos principais itens destacados nesse levantamento:

  • De olho nas novas gerações
    Os millennials (21 a 34 anos) e centennials (15 a 20 anos) já correspondem a 68,8 milhões de brasileiros, sendo que maior parte desse grupo é economicamente ativa e consome moda. Muito exigentes, querem que as marcas reflitam seu estilo de vida. Para as empresas que desejam aproveitar o alto potencial que essas faixas etárias proporcionam, é preciso investir no marketing digital, afinal eles pertencem a gerações extremamente conectadas – mais de 80% têm acesso a smartphones. A presença digital é vista como algo que demonstra a reputação da marca e qualidade de seus produtos ou serviços. Para pensar em campanhas mais assertivas para esse público, é importante investir em um conteúdo relevante, contar histórias reais, proporcionar experiências de compra diferenciadas, utilizar uma comunicação objetiva e com linguagem adequada.
  • A mídia tem influência
    O comportamento do consumidor é influenciado pelas informações que ele recebe. Ao assistir a uma notícia negativa sobre a economia, por exemplo, é natural que ele tente reduzir suas despesas. Por isso, os empresários devem se manter sempre atualizados sobre o que está acontecendo no país e no mundo, traçando estratégias para que suas vendas não sejam tão impactadas por informações que poderiam gerar resultados ruins. Da mesma maneira é possível se beneficiar quando o cenário é favorável, já que notícias positivas também geram mais consumo.
  • Inspirando-se em pessoas
    O brasileiro não se vê representado pelas propagandas exibidas na TV e esperam mais representatividade. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, 103 milhões de pessoas disseram que não se identificam com os comerciais. E isso tem motivado muitas marcas a mudarem, investindo mais em “pessoas reais” para representá-las nas mídias sociais.

    Como a moda é baseada em tendências, as referências que os influenciadores desse segmento passam aos consumidores têm sido importantes para conquistar o público, que acaba tendo uma sensação de pertencimento quando seus youtubers ou instagrammers favoritos usam determinada roupa ou acessório. É importante lembrar, porém, que alguns cuidados devem ser tomados antes de escolher uma nova “cara” para a empresa. Consultar se ela tem relevância nesse segmento, avaliar o mídia kit e ver quais as mídias mais adequadas para o público-alvo são pontos essenciais para acertar em cheio.

    > O poder de influência dos YouTubers na publicidade
    > Fim dos likes: entenda como a mudança no Instagram afeta a publicidade

Com ideias para ajudar nas suas novas estratégias para o varejo de moda, é hora de colocar em prática e ficar preparado para ter sucesso em qualquer cenário. Mas, se precisar de apoio com o planejamento, negociação e programação das campanhas, conte com a ajuda de quem tem 30 anos de experiência no assunto, o Grupo FTPI. Entre em contato agora e conheça todos os nossos serviços!

Fontes:
Associação Brasileira de Indústria Têxtil, com dados de 2017 atualizados em outubro de 2018, Instituto de Estudos e Marketing Industrial, Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.

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