24Fev/12

Publicidade móvel vira novo desafio do Facebook

Apesar de mais da metade dos 845 milhões de membros do Facebook se conectarem por um aparelho móvel, a empresa ainda não encontrou uma maneira de ganhar dinheiro com isso. E este pode ser um problema preocupante para o site de relacionamento mais famoso do mundo.

O Facebook não é a única empresa que luta para levar seu sucesso na internet aos aparelhos móveis, lugar em que o espaço na tela é valioso e as pessoas são pouco pacientes para a superlotação da tela ou carregamento de informações. Em 2011, de acordo com um relatório da empresa de pesquisas Canalys, foram vendidos no mundo mais smartphones que computadores.

“Esse é um enorme calcanhar de Aquiles para o Facebook”, comenta Susan Elinger, consultora do Altimeter Group, que presta assessoria de tecnologia. “Há um movimento em direção a mais consumo de mídia social em aparelhos móveis, e o Facebook não tem uma estratégia para conseguir receita com isso.”

O Facebook fez uma revisão de suas preocupações no registro da oferta de ações, afirmando prever que seus usuários em aparelhos móveis “superem o ritmo de crescimento de usuários ativos totais no futuro previsível”. Caso os executivos não tracem um caminho rumo à lucratividade nas plataformas móveis, “a receita e os resultados financeiros da empresa poderão ser afetados negativamente”.

Segundo especialistas, está em jogo uma parcela importante de receita publicitária. Uma pesquisa da eMarketer revela que os gastos totais com publicidade em dispositivos móveis nos Estados Unidos chegarão a US$ 2,6 bilhões neste ano, o que representa apenas uma parte pequena de um mercado de publicidade on-line que deve chegar a US$ 39,5 bilhões.

Concorrente do Facebook na internet, o Google teve a maior participação do mercado de anúncios em celulares no ano passado, com receita de US$ 750 milhões. A Apple ocupou a segunda posição, com mais ou menos US$ 90 milhões, como disse a eMarketer.


Bay Ismoyo/France Presse

 

O maior problema da publicidade em aparelhos móveis é o fato de os usuários serem menos receptivos a anúncios intrusivos. “Na tela menor do smartphone, os anúncios são incômodos”, disse Noah Elkin, analista da eMarketer. ”

A evolução do marketing em aparelhos móveis ainda está em fase relativamente inicial, e acredita-se que o Facebook esteja demorando propositalmente a investir nessa área. Analistas afirmam que a empresa pode ter como foco aumentar o tráfego para seu site e aplicativos para aparelhos móveis, mais ou menos como, no início, deixou seu web site original livre de anúncios.

No entanto, para especialistas, também é possível que o Facebook esteja de posse de uma reserva de receita publicitária. Seus anúncios para aparelhos móveis poderiam ser muito lucrativos se a empresa resolvesse mostrar aos usuários anúncios ou cupons ligados aos lugares e empresas que frequentam.

Muitas pessoas ficaram surpresas pela demora da empresa a lançar um aplicativo para o iPad, como fez em outubro. Alguns criticam o app para o iPhone, alegando que é repleto de bugs.

Agora, estes muitos se perguntam se o Facebook terá demorado propositalmente a investir em seus aplicativos para celulares, enquanto define uma estratégia mais ampla. A empresa poderá evitar o pedágio da Apple, se os usuários acessarem o Facebook por um browser para aparelho móvel, em vez de um app.

Direcionar usuários para páginas da web nos aparelhos móveis evita que o Facebook precise criar um app para cada tipo de telefone, segundo Joe Hewitt, que criou um app para iPhone para o Facebook e deixou a empresa no ano passado. “É muito vantajoso para o Facebook deixar que a web seja seu sistema operacional”, disse ele.

Com informações de Jenna Wortham, do New York Times / Adaptação: Equipe FTPI

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