03Fev/11

Produção industrial atinge maior alta em 24 anos

A produção industrial brasileira cresceu 10,5% em 2010 em comparação com o ano anterior. Esta é a maior alta registrada desde 1986, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Ao longo de 2010, as 14 regiões pesquisadas mostraram crescimento. O bom desempenho veio após a queda de 7,4% em 2009, enquanto a economia brasileira ainda amargava os efeitos da crise econômica mundial.

Entre as atividades, o maior aumento foi dos setores de veículos automotores (24,2%) e de máquinas e equipamentos (24,3%), acompanhados por metalurgia básica (17,4%), indústrias extrativas (13,4%), produtos químicos (10,2%), metal (23,4%), alimentos (4,4%), borracha e plástico (12,5%) e bebidas (11,2%).

Apenas os setores de produtos do fumo (com queda de 8%) e equipamentos de transporte (0,1%) apresentaram taxas negativas.

No quarto trimestre de 2010, a atividade teve crescimento de 3,3% sobre o mesmo período do ano anterior, mas com variação negativa de 0,1% sobre o terceiro trimestre de 2010.

A produção em dezembro de 2010 cresceu 2,7% se comparada com o mesmo mês do ano anterior. Comparada com novembro de 2009, a queda foi de 0,7%.

Em dezembro na comparação com o mesmo mês de 2009, foi acusado crescimento em 19 dos 27 setores, destacando o de veículos automotores (12,1%), indústrias extrativas (10,4%) e máquinas e equipamentos (6,2%).

Nas categorias de uso, as maiores altas foram nos setores de bens de capital (6,2%) e bens de consumo duráveis (6%). A atividade de bens intermediários obteve crescimento de 2,7% e a de bens de consumo semi e não duráveis, 0,4%.

Na comparação entre dezembro e novembro, 15 setores apuraram crescimento da produção e 11 tiveram queda. As maiores baixas ficaram com os setores de material eletrônico e equipamentos de comunicações (13,3%), metalurgia básica (4,2%) e edição e impressão (2,5%).

Nas categorias de uso, três tiveram recuo no período: bens de consumo duráveis (0,6%), bens de consumo semi e não duráveis (0,4%) e bens de capital (0,5%), já a produção de bens intermediários manteve-se estável.

Com informações da Reuters e do UOL Economia.

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