Dos 74 milhões de solteiros brasileiros, cerca de 2,2 milhões residem na cidade de São Paulo, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), baseados no censo de 2000.
Para identificar o perfil comportamental e as relações de consumo dos solteiros paulistanos, a Bridge Research realizou uma pesquisa com moradores da capital pertencentes às classes A, B, C e D.
Foi verificado o comportamento dos solteiros paulistanos com idade entre 18 e 24 anos, em uma pesquisa concluída no ano passado. Da base entrevistada – 510 moradores da cidade de São Paulo – 19% têm entre 18 e 24 anos; desse total, 71% são solteiros. Nessa faixa etária, 45% fazem parte das classes A e B e 44% à C e D. Quanto à renda mensal, esses paulistanos ganham em média R$ 3.506, aproximadamente 14% a mais do que os casados com 40 anos ou mais.
Sobre a escolaridade, nessa faixa etária (até 24 anos), 81% possuem o ensino médio a superior completo contra 59% dos casados. Os demais solteiros paulistanos têm entre 25 e 29 anos (13%); 30 a 39 anos (25%); e acima de 40 anos (43%).
De acordo com Renato Trindade, presidente da Bridge Research, entre os solteiros paulistanos de 18 a 24 anos (classes A e B), 79% deles adoram encontrar marcas e produtos antes das outras pessoas; 35% se consideram influenciadores (já que as demais pessoas acham que eles são fonte segura de informação); e 38% aceitam pagar mais caro por marcas e produtos originais.
Trindade diz ainda que 30% afirma que prefere produtos éticos, o que indica a valorização de marcas com comprometimento socioambiental.
Quando a questão são os interesses pessoais, 47% dos solteiros gostam de se aprofundar em temas da sua preferência; 31% têm áreas de interesse pouco convencionais e dizem ter a dificuldade de explicar para as pessoas o que fazem e gostam; e 30% são mais convencionais – buscando informações em revistas e sites.
A pesquisa integra o trabalho permanente da Bridge Research, que estuda o comportamento das pessoas e as diferenças entre as diversas gerações frente à evolução do mercado consumidor.