O percentual de mulheres que ingressaram no mercado de trabalho em 2010 foi maior do que o de homens, segundo pesquisa divulgada pelo Ministério do Trabalho. A alta no período foi de 7,28% para elas e de 6,7% para eles. Mesmo assim, o segundo grupo continua sendo maioria.
Enquanto o número de trabalhadores passou de 24,13 milhões (2009) para 25,75 milhões no ano passado, o de trabalhadoras foi de 17,01 milhões para 18,31 milhões. Os homens também continuam recebendo os maiores salários. A remuneração média deles é de R$ 1.876,58, contra R$ 1.553,44 conquistados por elas.
Houve ampliação ainda no número de empregos na faixa etária de 50 a 64 anos e acima dos 65 anos – a criação de postos de trabalho teve elevação de 10,28% e 12,77%, respectivamente. Há oito anos, a faixa representava 16,7% da força de trabalho; o percentual subiu para 21,8% na média do primeiro trimestre de 2011.
O Norte e o Nordeste foram as regiões do país que mais geraram empregos. O Nordeste teve um crescimento de 7,93% de postos de trabalho, e o Norte apresentou uma alta de 9,9%. O estudo aponta a construção das usinas Jirau e Santo Antônio como a explicação principal do avanço registrado pelas duas localidades.
A pesquisa também mostrou que o Brasil bateu recorde na criação de emprego formal no ano passado com a geração de 2,861 milhões de vagas. Este é o maior número apurado desde 2007, ano que registrou a oferta de 1,617 milhão de empregos. O número de trabalhadores formais no Brasil é de 44,068 milhões – com a soma dos aposentados e pensionistas, o total alcança 66,747 milhões.
Com informações de Ana Carolina Oliveira do Folha.com.