10Fev/12

Jovens cariocas da classe C querem investir em educação

Um estudo realizado pelo Instituto Data Popular, a pedido da Rádio Beat98, pertencente ao Sistema Globo de Rádio, traçou o perfil do jovem carioca da classe C – a nova classe média brasileira –, principal ouvinte da rádio. No primeiro semestre do ano passado, foram consultados 2 mil jovens cariocas de 15 a 25 anos, durante mais de 80 horas de convivência direta. Segundo Renato Meirelles, diretor do Data Popular, os resultados surpreenderam.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a chamada classe C responde por cerca de 53,9% da população brasileira e, até 2014, deve representar 58,3%, englobando 197 milhões de pessoas. No Rio de Janeiro, este estrato social é ainda maior do que em qualquer outra região do país, concentrando mais da metade da população carioca: 55,2% (2011). Entre os jovens, a classe C domina, tanto no Brasil quanto no Rio de Janeiro, onde representa 58% dos jovens, enquanto a média nacional é de 53%. Dos 5,5 milhões de jovens cariocas, 3,5 milhões fazem parte da nova classe média.

Destacaram-se no estudo cinco principais características deste grupo, descrevendo o jovem do Rio de Janeiro da classe C como protagonista, sintonizado, plural, intenso e essencialmente carioca.

Crédito: Flickr / Creative Commons / Marcio Cabral de Souza

Crédito: Crédito: Flickr / Creative Commons / Márcio Cabral de Moura

Jovens são ligados no mundo digital e sentem orgulho de serem cariocas

Ele é chamado protagonista porque movimenta, com o próprio salário, R$ 5 bilhões ao ano. É dono de cartões de débito (70%), crédito (69%) e de lojas (54%), contribui financeiramente em casa ajudando com as compras do mês (23%), pagando contas (22%) e comprando artigos de alta tecnologia (64%). Eles guardam dinheiro (44%) e se enxergam como agentes responsáveis pela melhora da família. A educação está entre os maiores objetivos. Por isso, de cada 10 universitários no Rio, cinco são integrantes desta nova classe. E este é outro dado surpreendente da pesquisa.

Um dos itens que mais chamou a atenção de Meirelles são os empregos almejados e conquistados por esse jovem, que são bem diferentes pelos quais seus pais passaram. A maioria dos pais desses jovens são trabalhadores domésticos (11%), da construção civil (5%), trabalhadores de comércio (4%), motoristas, porteiros e vigias (2%). Para este jovem, no topo da lista, está o emprego no comércio (15%); posições como de escriturário, agente e auxiliar administrativo (6%), caixa e bilheteiro (4%), recepcionista (3%) e trabalhador em serviços de embelezamento e higiene (2%).

“Isso quer dizer que os jovens escolhem profissões em que possam crescer e ter um plano de carreira, algo que o trabalho de porteiro e empregada doméstica, por exemplo, não oferece”, diz Meirelles.

Este jovem é plural porque adota diversos papéis e movimenta-se em mundos diferentes. Meirelles destaca que é impressionante como o mesmo jovem que gosta de funk e da noite, acorda cedo no dia seguinte para estudar e trabalhar.

“Quem não conhece direito esses jovens costuma rotulá-los excessivamente, sem compreender que eles são versáteis e não pertencem a tribos específicas. Eles gostam da diversão, mas são responsáveis, diferente do que vemos nas classes sociais mais altas”, analisa ele.

Sintonizados, pois estão conectados à internet (79%), de olho nas redes sociais (61%), leem jornais (55%) e usam a web como principal fonte de informações (50%).  Para a chamada nova classe C não há nada que diferencie o real do virtual: os dois universos são misturados e complementares.

Estes jovens são intensos porque quer tudo. São imediatistas, autoconfiantes e um pouco inconsequentes. Apreciam a noite, o espírito agregador do carioca que gosta de samba e pagode a hip hop e funk. Eles são essencialmente cariocas, valorizam esta característica como um estado de espírito de reafirmação de sua origem. Nos dias de hoje, seis entre cada 10 deles vivem em comunidades, 34% têm até 25 anos, totalizando 170 mil. De acordo com o estudo, 45% consideram-se caseiros, mostrando forte conexão com o lar. A pesquisa indica ainda que 76% desses jovens não dá ouvidos aos o que os outros pensam a respeito deles.

Os sonhos de consumo desta geração são as viagens a lazer (58%), a compra do carro (28%) e de um imóvel (27%).

* Quer se comunicar com este público? A FTPI, consultora para o planejamento e compra de mídia e especialista em mídia regional, representa a Rádio FM O Dia, a Rádio JB FM e a Rádio Macaé FM.

 

Com informações da repórter Claudia Penteado, do PropMark / Adaptação: equipe FTPI.

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