O Banco Central ressaltou que a taxa de inadimplência de pessoa física caiu para 5,7% em dezembro. É a menor registrada desde junho de 2001, quando estava em 5,5%. Para as empresas, a taxa manteve-se estável em 3,6%. Os atrasos, considerando empréstimos com subsídio, como os do BNDES, ficaram 3,2%, menores.
A taxa média de juros do crédito ao consumidor aumentou em dezembro de 2010, passando de 39,1% para 40,6% ao ano, a maior desde maio do mesmo ano, de acordo com dados do Banco Central. Foram registradas altas nas principais linhas, como crédito consignado (com 27,5%), crédito pessoal (com 44,1%), cheque especial (com 170,7%) e também financiamento de veículos (com 25,2%).
Na pessoa jurídica, os juros caíram para 27,9% ao ano. Esta é a menor taxa desde junho. Com isso, a taxa média entre pessoa física e jurídica passou para 35% ao ano.
Nas concessões de novos empréstimos, houve queda de 1,6% e de 14,4% na média diária em relação a novembro. A diminuição aconteceu em todas as linhas pesquisas pelo BC.
No ano, as operações de crédito para consumidores e empresas cresceram 20,5% em 2010, superando os 15,2% verificados um ano antes, porém abaixo dos 31,1% registrados em 2008.
Desta forma, o total de empréstimos atingiu ao valor recorde de R$ 1,7 trilhão, o que equivale a 46,6% do PIB (Produto Interno Bruto). Dois anos antes, número estava em 40,5% do PIB.
Novamente, o destaque fica por conta das operações com juros subsidiados, que avançaram 27,5%. Os empréstimos do BNDES, por exemplo, aumentaram 25,6%. O crédito habitacional com recursos do FGTS e poupança teve avanço 50,4%.
O crédito sem subsídios obteve crescimento de 17,1%, sendo 18,8% na pessoa física e 15,4% na jurídica.
Com informações da Folha.com.