08Out/10

IBOPE estuda hábitos da “nova classe média”

O IBOPE divulgou um estudo inédito sobre o comportamento e os hábitos de consumo da “nova classe média brasileira” – a classe C –, que já engloba mais da metade da população do país, ou seja, quase 100 milhões de pessoas.

O levantamento foi baseado nas informações do Target Group Index, estudo do IBOPE Mídia que analisa mais de 200 categorias de produtos em uma amostra de cerca de 20 mil pessoas de 12 a 64 anos, nas principais regiões metropolitanas brasileiras. Este indivíduos equivalem a quase metade da população dentro da faixa etária pesquisada e 66% do índice de potencial de consumo, segundo o IPC/Pyxis IBOPE Inteligência.

O estudo é chamado de “Classe C Urbana do Brasil: Somos iguais, Somos diferentes” e destaca a ascensão desta classe, seus hábitos de consumo e o comportamento, além de mostrar as adaptações necessárias do mercado para atender à demanda dessa população.

A “nova classe média” passou a englobar mais da metade dos brasileiros pela primeira vez este ano. Já são 32 milhões de pessoas de 12 e 64 anos de idade, nas principais cidades brasileiras, sendo 20% na classe C1 e 30% na classe C2.

Essa migração gerou um grupo com características socioculturais próprias. A nova classe C é predominantemente jovem, composta em sua maioria por afrodescendentes. Em Salvador, 41% das pessoas que integram essa faixa da população são negros e, em Brasília, 22%.

Segundo Dora Câmara, diretora comercial do IBOPE Mídia e responsável pela pesquisa, “as mulheres dessa classe exercem mais responsabilidade sobre a família, têm mais autonomia socioeconômica e de consumo”.

Sobre a economia, a classe C está mais otimista. Em 2005, 40% afirmaram estar melhor que no ano anterior. Em 2009, este percentual foi para 50%. A pesquisa diz ainda que 19% das pessoas de classe C pretendem comprar imóveis nos próximos meses e 9,5 milhões tem intenções de comprar um automóvel nos próximos 12 meses (seja ele novo ou usado). “A vontade de comprar é altíssima nessa categoria social, capaz de fazer crescer consistentemente a indústria automobilística por um bom tempo”, revela Dora Câmara.

Entre as áreas com grande potencial de crescimento, o destaque fica por conta da baixa proporção da população de classe C que fala mais de um idioma (23%) e para os investimentos em aparência e cuidados pessoais, prioritários, sobretudo, para as mulheres e os jovens – 64% responderam que acham muito importante manter-se jovem.

A classe C prefere ainda fazer compras em lojas de ruas, isto é, em centros comerciais abertos. Um grupo grande de consumidores afirmou acreditar na propaganda e nas marcas de modo irrestrito.

Com informações do Adnews.

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