No primeiro trimestre de 2010, o mercado publicitário cresceu 25,1%, se comparado ao mesmo período do ano passado (sem os descontos da inflação). Segundo os números do Projeto Inter-Meios, o faturamento dos veículos com venda de espaços publicitários foi de R$ 5,447 bilhões, contra R$ 4,354 bilhões dos três primeiros meses de 2009. Neste período, os principais efeitos da crise econômica ainda não tinham refletido nos ganhos da mídia.
O destaque ficou com TV aberta, que teve o segundo maior índice de crescimento entre os meios pesquisados (31,9%), só perdendo para a internet. O faturamento das emissoras atingiu a marca dos R$ 3,43 bilhões (frente aos R$ 2,6 bilhões do primeiro trimestre do ano passado), aumentando a participação da TV aberta para 63% do total do bolo publicitário.
A internet, cujo faturamento aumentou 37,6%, chegou a R$ 234,8 milhões (ante R$ 170,7 milhões em 2009). Sua fatia é de 4,3% do total das verbas publicitárias, equiparando-se à do rádio e ultrapassando da TV por assinatura (3,3%) e da mídia exterior (3,2%).
A TV paga teve o terceiro melhor desempenho (31,3%), faturando R$ 180 milhões. O rádio também passa por um bom momento, com faturamento 21,2% superior ao ano passado: R$ 237,6 milhões. A mídia exterior obteve crescimento semelhante (20,7%), faturando R$ 177 milhões – a maior fatia foi de outdoor (R$ 99,3 milhões) e o maior crescimento o do digital out-of-home (74,8%).
Nos impressos, jornais e revistas tiveram performance positiva, embora abaixo da média geral do mercado. O faturamento das revistas com vendas de publicidade foi de R$ 334,8 milhões (18,4% superior) e o dos jornais, R$ 767,4 milhões (5,1% acima do mesmo período de 2009). Guias e listas recuaram 3%, chegando a R$ 71,3 milhões, assim como cinema, que computou 7,2% a menos (R$ 15,1 milhões).