25Jun/19

Estudo mostra a relevância dos memes na internet brasileira

Estudo mostra a relevância dos memes na internet brasileira

Na era da internet podemos modernizar um velho ditado para “um meme vale mais que mil palavras”. Além de espalhar humor, eles se tornaram um fenômeno e hoje passaram a pautar a complexidade da comunicação com outras pessoas. Afinal, quem nunca utilizou um deles para transmitir um pensamento impossível de verbalizar?

Os memes são sucesso no mundo todo, isso é fato, mas no Brasil, país que ama rir – inclusive dos próprios problemas – eles tomaram importância ainda maior, tornando-se até alvo de estudo. Realizado pela Globosat em parceria com a Consumoteca, o “In meme we trust” revelou números incríveis sobre a memesfera. Confira e surpreenda-se!

Meme do Drake

Memes em números

  • 85% dos brasileiros costumam curtir memes na internet.
  • São mais populares na faixa etária entre 16 e 22 anos, atingindo um percentual de engajamento de 95%. Em segundo lugar está o grupo de 23 a 29 anos (91%), seguido de 30 a 35 anos (89%), 36 a 45 anos (84%) e 46 a 66 anos (75%).
  • Entre essa parcela mais jovem, 58% os utilizam para substituir frases ou palavras em uma conversa digital e 67% aproveitam a função print screen com frequência para essa finalidade.
  • No geral, os critérios mais utilizados para compartilhá-los nas redes sociais estão ser engraçado (79%), traduzir a opinião pessoal sobre algo (51%), ser polêmico (25%), atrair repercussão (21%) e ser feito por alguém conhecido (9%).
  • 57% dos internautas seguem uma página apenas para acompanhá-los.
  • 63% os procuram na internet quando querem se distrair.

Meme do Chapolin

  • 75% acham que eles ajudam a aliviar o estresse do cotidiano.
  • 46% das pessoas compartilham aqueles que traduzem seus problemas pessoais.
  • 73% já souberam de uma notícia de política por um meme.
  • 64% se sentem incluídos quando entendem sua mensagem.
  • 66% se acham bem informados quando compreendem o que ele quer dizer.
  • Entre os jovens de 17 a 21 anos, 54% acham que memes ajudam a dialogar com o diferente, 45% usam para quebrar o gelo e 43% para mandar indiretas.

Meme

Mas de onde eles vieram?

Engana-se quem pensa que eles são algo atual ou sua origem tem tanta graça como conhecemos hoje. O termo foi visto pela primeira vez em 1976 por Richard Dawkings. O geneticista utilizou a palavra, adaptada do grego “mimeme”, em seu livro, The Selfish Gene, de forma despretensiosa para denominar a capacidade de multiplicação e propagação da informação cultural.

Para o pesquisador, assim como o gene têm a responsabilidade de replicar o conteúdo geracional na evolução biológica de organismos vivos, o meme seria uma unidade que poderia selecionar e transmitir conteúdos inscritos em nossa cultura.

Outros pesquisadores também passaram a utilizar esse termo e, mais tarde, com a expansão da internet, ele se popularizou. Hoje, com o advento das mídias sociais e smartphones, os memes se tornaram parte do dia a dia de todos, como uma forma fácil de comunicação ideal para a velocidade frenética da vida moderna, ideal para condensar emoção, pensamentos e discussões em um só item, que pode ser compartilhado por milhares de pessoas em poucos segundos.

Meme do Chico Buarque

Na linguagem oficial da internet, esse fenômeno está indo muito além da brincadeira e se tornou inclusive objeto de um projeto acadêmico. Desenvolvido pela Universidade Federal Fluminense, o #MUSEUdeMEMES é um webmuseu que busca preservar a memesfera brasileira. Além do acervo virtual, o site reúne artigos e informações para a orientação em pesquisa, iniciação científica e inovação tecnológica sobre o tema, e também serve para divulgar os eventos, debates e grupos de estudo.

Viral ou meme?

Está aí uma confusão que pode surgir na cabeça de muitas pessoas. Mas é fácil entender a diferença: memes são virais, mas nem todo viral é meme. Isso porque não têm prazo de validade determinado, mas se tornaram uma forma de comunicação que se ressignifica conforme se espalha, são altamente recicláveis, podem ser constantemente alterados, adaptados, modernizados. E essa talvez seja a explicação para tanto sucesso. Mesmo quem não pertence a Geração Z, nascida imersa nesse mundo digital, passou a consumir e compartilhar esse tipo de conteúdo porque, em algum momento, consegue se identificar com ele.

> Clique aqui para conferir o estudo completo.

Empresas devem usá-los ou não?

Você já deve ter percebido que muitas marcas embarcando nessa onda, sendo que em alguns o resultado foi bem positivo e tornaram-se até referência no assunto, outros nem tanto. Isso porque nem sempre o que deu certo de forma “natural” vai funcionar em uma estratégia de comunicação de um negócio.

Antes de adaptar aquele meme divertidíssimo para seu cliente, tenha em mente alguns pontos importantes. O principal deles é o perfil da empresa. Adota uma linguagem formal e, de repente, quer colocar um meme entre os posts só porque ele está em alta? Então é bom repensar essa estratégia, afinal, postar algo fora dessa linha pode causar certa confusão para quem acompanha a página, fazendo com que não entendam o motivo dela estar ali e, talvez, nem o conteúdo em questão. É fundamental que o contexto esteja claro, sem a necessidade de explicar a brincadeira.

Resumindo, quatro itens devem sempre ser levados em consideração antes da publicação:

  • Quais os objetivos da marca?
  • Qual o tom das mensagens?
  • Com quem ela está se comunicando?
  • Como deseja ser vista por seu público?

Uma última dica importante é ficar atento sempre ao timing. Apesar de ser possível rir de muitos deles tempos depois, não é interessante deixar o assunto esfriar para usá-lo. Por isso é bom sempre reservar um espaço na grade para esses casos especiais, em que surge um assunto bacana e tem tudo a ver com a marca, e você pode transformá-lo em post no mesmo dia ou, no máximo, para o seguinte.

Curtiu saber mais sobre os memes e também gostou das dicas de como usá-los nas mídias sociais de empresas? Então é hora de soltar a criatividade e aproveitar todo o potencial que eles têm a oferecer. E, se precisar de apoio no planejamento, negociação e programação de campanhas em todos os meios, inclusive no digital, conte com o apoio do Grupo FTPI. Temos mais de 30 anos de experiência em serviços de mídia. Entre em contato!

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