O professor de educação física Gilson Clemente, há 20 anos, abriu uma pequena academia de ginástica nos fundos do supermercado do pai, zona sul de São Paulo, na favela de Paraisópolis.
Hoje, a GCA conta com 400 alunos e, dos 30 m² do início das operações, passou a mais de 300 m². O plano anual da academia custa R$ 34 por mês e é o mais procurado pelos clientes. O valor ainda pode ser parcelado no cartão de crédito.
“A procura pela academia aumentou muito de cinco anos para cá”, diz Clemente. “O crescimento veio de acordo com a melhora no poder aquisitivo dos moradores.”
“Com o aumento do poder de compra das classes C, D e E, um dos serviços mais procurados é a academia”, afirma Tavicco Moscatello, gerente pedagógico da Fitness Brasil, consultoria especializada no setor.
De acordo com um levantamento do Instituto Data Popular, a população de classe média emergente soma hoje 52% dos brasileiros que afirma praticar atividade física em academias de ginástica no país.
O presidente da Associação Brasileira de Academias, Kleber Pereira, vislumbra tanto potencial de crescimento entre esta camada social que ele mesmo está abrindo uma nova unidade da academia na Vila da Penha, no Rio de Janeiro. “A criação de academias para a classe C é uma grande tendência de mercado. Há uma demanda muito grande por parte da população”, diz.
Com informações do UOL Economia.