Perfil elaborado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República mostra que a nova classe média brasileira, formada por 95 milhões de pessoas, tem a maioria feminina (51%), branca (52%) e é predominantemente adulta (mais de 25 anos – 63%).
A classe C teve, na última década, o ingresso de 31 milhões de pessoas e tornou-se o estrato social mais volumoso. Segundo o levantamento, ela também é majoritariamente urbana (89%), estando presente em maior número nas Regiões Sul (61%), Sudeste (59%) e Centro-Oeste (56%). O percentual da população da classe média é maior em cidades de pequeno porte (45%), com menos de 100 mil habitantes, do que em regiões metropolitanas (32%) e em cidades de médio porte (23%). Três quartos da classe C moram em casa própria.
No quesito educação, os dados revelam que 99% das crianças e adolescentes (7 a 14 anos) desta faixa econômica frequentam a escola. A proporção é a mesma que a da classe alta. Já para idades maiores, a classe A e B têm 95% dos jovens de 15 a 17 anos e 54% dos adultos de 18 a 24 nas escolas. Na classe emergente, estes percentuais caem para 87% e 28%, respectivamente.
A pesquisa ainda diz que seis em cada 10 pessoas da classe C estão empregadas. A maioria tem registro formal (42% com carteira assinada e 11% como funcionário público); 19% trabalham sem registro; outros 19% trabalham por conta própria; 3% são empregadores; e 6% não são remunerados. O perfil de formalização da classe C (53%) está acima da média nacional (47%), mas, na classe alta, o índice de formalização é maior (59%). A renda familiar da classe média varia de R$ 1 mil a R$ 4 mil mensais.
Com informações da Agência Brasil e do Portal Alô.