O crescimento no investimento global em propaganda foi recalculado após acontecimentos mundiais de grandes proporções e novo número é um pouco mais modesto. A previsão, divulgada pela Zenith Optimedia, passou de 4,6% para 4,2% em relação a dezembro do ano passado (perda de US$ 2,4 bilhões).
Conflitos no Oriente Médio, principalmente no Egito, e o terremoto no Japão foram os principais fatos que justificam essa queda. No primeiro caso, a publicidade praticamente cessou no Egito durante a revolução. Mesmo com o término das manifestações, anunciantes continuam muito cuidadosos sobre o conteúdo que pretendem veicular. O país deve sofrer uma redução de 20% neste mercado em 2011, e terá uma recuperação de 12,1% no ano seguinte.
Quanto ao Japão, estima-se que o país encolha cerca de 4,1% e cresça 4,6% em 2012. Serviços substituem mensagens publicitárias nos veículos após o terremoto e os episódios de blackout e dificuldade de distribuição afetaram (e afetarão) profundamente o consumo de mídia no país.
Apesar do declínio na estimativa de 2011, o investimento em propaganda do ano que vem também foi reformulado e ganhou valor maior. Em 2012 haverá crescimento de 5,8% neste setor (maior que os 5,2% apresentados anteriormente). O motivo da elevação está na recuperação dos mercados em dificuldades e no fortalecimento do Leste, Centro e Oeste da Europa – locais onde anunciantes estão se tornando mais confiantes no futuro da economia.
Os mercados emergentes (todos os países menos Estados Unidos, nações da Europa Ocidental e Japão) colaborarão com 62% do total do investimento publicitário nos próximos três anos. Cinco grandes contribuintes deste grupo serão: China (US$ 10,8 bilhões), Rússia (US$ 6,9 bilhões), Brasil (US$ 3,3 bilhões), Índia (US$ 2,5 bilhões) e Indonésia (US$2,4 bilhões). Estados Unidos crescerá sozinho 3,1% até 2013.
Com informações do Propmark.