O lançamento do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) irá multiplicar por quatro o número de cidades digitais no país, segundo o futuro presidente da Telebrás, Rogério Santanna, que hoje ocupa o cargo de secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento.
Atualmente, o Brasil conta com um total de 122 cidades digitais e a expectativa é de que esse número salte para 500 até 2014. As cidades já em funcionamento também serão potencializadas pelo programa. Se a meta for atingida, cerca de 9% dos municípios brasileiros serão beneficiados.
As cidades chamadas de “digitais” recebem uma interação de serviços públicos e disponibilizam banda larga à população. Piraí, no Rio de Janeiro, é um exemplo: depois de aderir a um programa que oferece acesso à internet sem custos aos moradores e integrar seus serviços municipais em rede wireless, a cidade sofreu melhora nos índices socioeconômicos.
Para o secretário, estas cidades digitais são um projeto lucrativo, já que mesmo sem subsídio do governo, terão interesse em fazer parte do plano. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) oferece uma linha de crédito exclusiva para o financiamento de cidades digitais. No entanto, o valor desse empréstimo é limitado a R$ 60 milhões.
Em discussão desde o ano passado, o Plano Nacional de Banda Larga foi lançado oficialmente neste dia 5 de maio. O PNBL tem o objetivo de universalizar a internet rápida no Brasil e, para tanto, conta com dois pacotes acessíveis no mercado: de R$ 15 e R$ 35.
O mais barato, de R$ 15, é um plano com incentivos e tem velocidade de até 512 kbps, além de uma cota limitada de downloads. O segundo, de R$ 35, tem velocidade entre 512 e 784 kbps.
O modelo escolhido pelo governo para a distribuição desse serviço envolve uma parceria entre o Estado e empresas privadas. O gestor será a Telecomunicações Brasileiras S.A (Telebrás), que fará a implementação da rede, prestará apoio e suporte a políticas públicas de conexão à internet em banda larga, além de prover a infraestrutura e redes de suporte a serviços de telecomunicações prestados por empresas privadas.
Com informações do G1 e do Adnews.