As compras realizadas pela internet na América Latina cresceram 39,2% de 2008 para 2009, movimentando quase R$ 12 bilhões. A estimativa com base nos números do primeiro trimestre deste ano indica que o crescimento se mantém em 2010, chegando a uma alta de 27%, ou seja, um faturamento em torno de R$ 15,2 bilhões.
Os dados têm origem em um estudo encomendado pela empresa de cartões de pagamento Visa e realizado pela América Economía Intelligence, unidade análises da revista América Economia.
O Brasil é o dono da maior fatia do valor registrado em 2009, marcando sua liderança na região com 61% (R$ 7,2 bilhões) das transações online no período. O segundo lugar ficou com o México com 12% (R$ 1,6 bilhão); o Chile está na terceira posição com 5% (pouco mais de R$ 500 milhões).
Segundo a pesquisa, a vantagem do Brasil em relação aos outros países da América Latina vem se consolidando graças ao crescente número de brasileiros com acesso à internet. Em 2009, foram registrados 4,4 milhões de novos usuários, totalizando 65,7 milhões de internautas – um a cada três brasileiros.
E a tendência é que esse tipo de negócio aumente cada vez mais. Segundo o estudo, a rede Walmart no Brasil pretende dobrar as vendas digitais de 2009 para este ano. A estratégia da empresa é aumentar a oferta de 10 mil itens organizados em 11 categorias comercializados pela internet em 2009 para 100 mil itens, divididos em 21 seções até o final do ano.
O Carrefour também se entrou no mercado brasileiro de comércio eletrônico com o lançamento do seu portal de comércio eletrônico no ano passado.
A Nova PontoCom, marca de e-commerce que surge da associação entre o Grupo Pão de Açúcar e a Casas Bahia, ameaça assumir a liderança do varejo online brasileiro. Com vendas estimadas em R$ 500 milhões para 2010, a operação está na segunda posição do segmento no Brasil, atrás somente de B2W, o consórcio formado pela integração entre Submarino.com e Lojas Americanas.
As passagens aéreas e eletroeletrônicos são os produtos mais comprados pela internet no Brasil atualmente, segundo o estudo da América Economia Intelligence.
Com informações do Instituto Akatu.