05Out/12

84% das rádios transmitem programas pela web

Segundo a Associação Brasileira de Emissoras de Radiodifusão (Abert), 91,3% das rádios brasileiras têm sites e 84,1% transmitem programas pela web.

De acordo com a pesquisa, recursos como exibição de imagens do estúdio, por meio de webcasting (12%), e hospedagem de vídeos relacionados à emissora (23%) são cada vez mais usados. A venda de espaços publicitários nas páginas da rede é uma estratégia já usada por 24% das rádios. Para o presidente da Abert, Daniel Slaviero, os dados mostram que o rádio vem apostando na internet, no uso de recursos multimídia e na mudança de hábitos de consumo de informação para ampliar sua participação neste mercado cada vez mais competitivo.

Foram consultadas 435 emissoras, de 26 estados e do Distrito Federal, cerca de 10% do mercado de rádios comerciais no país. O levantamento foi feito entre julho e agosto deste ano e é um dos mais abrangentes sobre o meio. Rio Grande do Sul (16%), São Paulo (14%) e Minas Gerais (12%) são os estados com maior participação no rádio. Amapá, Roraima e Tocantins são os de menor representatividade (0,2%, nos três casos).

Em faturamento, a média mensal das rádios brasileiras, em valores atualizados para dezembro de 2012 é de R$ 59.656. A maior fatia do bolo (81,55%) é dos anunciantes locais. Segundo Slaviero, o dado revela “a forte relação com o mercado local e a independência financeira de governos”.

O faturamento mensal médio individual das emissoras de rádio é em torno de R$ 59 mil, atualizado para dezembro de 2012. 35,3% fatura entre R$ 20 e R$ 50 mil por mês.

23,9% afirmaram receber entre R$ 10 e R$ 20 mil; 19,3% até R$10 mil e 15% ficaram entre R$ 50 e R$100 mil. Os que têm faturamento mais alto são 3,4% e recebem entre R$100 e R$ 200 mil e 2,9% ficam acima de R$ 200 mil mensais.

O anunciante local é a principal fonte de receita do meio rádio. Segundo a pesquisa, responde por 81,55% do faturamento mensal das emissoras.

Grande percentual de rádios afirmam receber “raramente” mídia de patrocinadores nacionais privados (61,7%) governos estaduais (59,3%) ou governo federal (73,6%).

Sul e Sudeste disseram ter 83% de anunciantes locais, já o Norte, Centro-oeste e Nordeste apontaram 81%, 80% e 74%, respectivamente.

O levantamento revela a baixa participação de governos como anunciantes, com somente 3,7% recebendo verba mensal do governo federal. Dos governos estaduais e patrocinadores nacionais privados, a média é de 16%, para ambos.

O Distrito Federal se diferencia do padrão nacional, pois todas as suas emissoras que responderam à pesquisa afirmaram receber investimento todos os meses do governo federal e de empresas privadas com atuação nacional. 50% disse receber mensalmente recursos do governo distrital.

Com informações do AdNews / Adaptação: Equipe FTPI | Negócios em Mídia | Mídia Regional.

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